quinta-feira, 3 de maio de 2012

Lavadeiras do rio


As lavadeiras, ou mulheres que ganham a vida a lavar a roupa (Dicionário da lingua portuguesa, 1831), eram normalmente mulheres que viviam fora das grandes cidades. Todas as semanas acorriam a casa das suas clientes, senhoras da burguesia e  das classes altas, para recolher a roupa para lavar. Transportando as trouxas de roupa à cabeça ou com o auxilio de burros de carga, lavavam a roupa nos rios, nos ribeiros ou em pequenos riachos, onde se juntavam com outras lavadeiras. A arte de lavar roupa, era normalmente passada de geração em geração, e esta ocupação permitiu o sustento de muitas famílias no inicio do século XX. O tratamento da roupa tinha várias etapas, que incluía pôr a roupa a corar, técnica que consistia em estender as peças de vestuário molhadas e ainda com sabão ao sol, para branquear. Profissão dura e desgastante, manteve-se até ao aparecimento da água canalizada, altura em que foi progressivamente desaparecendo, estando guardada apenas na memória do povo. No filme Aldeia de Roupa Branca , realizado por Chianca de Garcia em 1938, a profissão de lavadeira é imortalizada por  Beatriz Costa, cuja personagem é Gracinda lavadeira de profissão.