sábado, 17 de março de 2012

Viagens de carro em família



Hoje  apetece-me recordar pedaços  da minha infância: as viagens de carro em família! Doces momentos de felicidade! Imaginem 5 crianças dentro de um carro, a partir de viagem para férias, com os pais e toda aquela tralha que uma família de 7 pessoas arrasta sempre que vai para qualquer lado. Tudo dentro de uma carrinha Ford Cortina branca, que por umas horas (longas para nós as crianças) passava a ser o nosso Mundo. Era um Mundo mágico e de fantasia criado pelos nossos pais para tentarem amenizar o tormento que eram as nossas estradas nacionais no início dos anos 80. Mal entravamos no carro, em grande algazarra, começava a disputa para ver quem conseguia o lugar à janela. Como éramos 5 e só havia duas janelas, três de nós acabávamos de "trombas" sentados nos lugares do meio, olhando de soslaio para os sortudos que ostentavam um sorriso triunfante, e que tiveram o privilégio de ficar à janela. Como não havia cintos de segurança, uns iam mais encaixados para a frente e outros mais encostados ao banco, para cabermos todos. Não sei muito bem como, mas lá cabíamos os 5 no banco de trás.Ás vezes um de nós, normalmente um dos os mais novos por serem mais pequeninos, ia à frente ao colo da minha mãe.  Terminada a primeira "disputa" e após uma grande capacidade de organização do meu pai para conseguir amarfanhar todas as malas, sacos, saquinhas e afins, dentro da mala do carro, lá partíamos nós para o nosso destino de férias. Passados 5 minutos começava o tradicional inquérito: "ainda falta muito?", "onde estamos?", "quantos quilómetros já fizemos?"...acompanhado de um sem fim de queixumes que culminava no "estou a ficar enjoada...". 

De facto acho que os meus pais tinham uma paciência ENORME!!! Durante toda a viagem,  ninguém se calava. Eram 5 gralhas no banco de trás, sempre, sempre a falar, e por vezes a gritar quando surgiam algumas discussões normais entre irmãos. E como diz o ditado, se não os vences, junta-te a eles, a minha mãe lá começava com as cantorias para nos tentar acalmar. E era tão bom!!! Cantávamos de tudo: músicas populares, músicas que eram hits da altura, lengalengas infantis, letras inventadas...todos cantávamos e fazíamos um espectáculo todos juntos! Imagino o que as pessoas dos carros que por nós passavam pensariam...um carro cheio, com 7 cabeças todas a abanar ao som da cantoria e de vidros abertos, pois não havia ar condicionado! Devíamos ser um regalo para a vista...Lembro-me bem da cantilena da "Rosa arredonda a saia", da "saia da Carolina", da "Loja do Mestre André", "Era uma linda manhã", "As pombinhas da Catrina"...e tantas outras. Ainda hoje sei todas essas letras de cor e muitas vezes dou por mim a cantarolar recordando esses momentos. Quando a cantoria terminava, começava a "culinária": fazer bolinhos de vento! Os sortudos da janela, é que tinham o papel mais activo nesta tarefa. Toca a fazer bolinhos de vento com as mãos para todos os passageiros. Bolinhos grandes, outros mais pequeninos, uns bem cozidos outros mais encruados...mas todos deliciosos. Todos "comíamos" e ficávamos cheios de boa disposição. Até o meu pai a conduzir tinha que ter uma mão livre para pegar no seu bolinho e no fim dizer "que bom bolinho de vento". No fim desta refeição mágica batíamos palmas todos orgulhosos do nosso feito...agora que bem me sabia um desses bolinhos! Outro jogo que fazíamos era com as cores dos carros que passavam. Cada um de nós escolhia uma cor e durante um período de tempo, contávamos os carros com a cor escolhida que por nós passavam e quem contasse mais ganhava. Era uma luta para ver quem dizia primeiro a cor preta e a cor branca! Eram essas as cores que ganhavam sempre, e por isso as mais cobiçadas.
E lá íamos nós estrada fora, ansiosos por chegar ao nosso destino. Passados todos estes anos, estes momentos parecem-me um sonho. Por vezes fecho os olhos e consigo reviver sensações, ouvir sons e sentir cheiros que me transportam 30 anos atrás. Que bom ter memória e poder voltar a ser criança por breves momentos!

quinta-feira, 15 de março de 2012

O Brinquedo

A história do brinquedo, é uma história que acompanha o Homem. Em todos os tempos, para todos os povos, os brinquedos evocam as mais sublimes lembranças. Os brinquedos são objectos mágicos, que vão passando de geração em geração, com o incrível poder de encantar crianças e adultos (Velasco, 1966). O brinquedo, de uma forma bem diferente do jogo, implica que exista uma relação intima com a criança, não havendo regras pré-definidas para a sua utilização. A criança é que determina a sua função e como o vai usar. Desde os tempos mais remotos, as crianças brincam! A primeira referência ao brinquedo data de 6500 anos atrás no Japão, com a criação de bolas de fibra de bambu, produzidas propositadamente para as crianças poderem brincar. Há cerca de 3000 anos foram criados os primeiros piões na Babilónia, feitos de argila e decorados com cores. Os famosos soldadinhos de chumbo surgiram no século XIII, mas apenas para simular técnicas de batalha, e só mais tarde foram popularizados entre as crianças de famílias nobres.As primeiras caixas de música surgem apenas no século XVIII criados por relojoeiros suiços. Desde tempos imemoriais, as crianças brincaram com os mais diversos brinquedos: bolinhas de gude foram utilizados por crianças africanas há milhares de anos; na Grécia antiga ou no Império Romano, os brinquedos mais comuns eram  a bola, barquinhos e espadas de madeira entre os meninos, e bonecas de pano entre as meninas; na Idade Média, o fantoche tornou-se muito popular. Até ao final do século XIX os brinquedos eram fabricados em casa, ou fabricados artesanalmente. Com a Industrialização tudo mudou, e os brinquedos passaram a ser produzidos em massa dentro de fábricas, longe dos olhares das crianças. 
Mas não podemos ver o brinquedo apenas como um objecto! O brinquedo é uma oportunidade de desenvolvimento. Brincando a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e confere habilidades. Além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e do autoconhecimento. Promove a socialização e a descoberta do mundo! Ao brincar a criança diverte-se, faz exercício, constrói o seu conhecimento do meio que a rodeia e aprende a conviver. Para uma criança a brincadeira gira muitas vezes em torno da espontaneidade e da imaginação: para surgir basta apenas uma bola, um risco no chão, um papel com uma forma engraçada, um espaço aberto para correr.Mas se pensam que o brinquedo é apenas um objecto sólido, estão enganados! O brinquedo é tudo! Desde o nascimento, os bebés "brincam" com tudo aquilo que os rodeia: a cara e a voz dos pais, o aconchego, o toque...são as brincadeiras sócio-afectivas, nas quais os lactentes obtêm prazer nos relacionamentos com as pessoas que os rodeia, e aprendem a provocar emoções e respostas como os seus sorrisos e balbuciando pequenos sons. Também a luz e a cor, os sons, os sabores e odores do ambiente que os rodeia, o seu próprio corpo são vistos como brinquedos. Atraem a atenção da criança, estimulam os seus sentidos e dão-lhe prazer. A repetição constante de uma mesma acção é o desenvolvimento da habilidade para brincar . Nesta altura tudo é brinquedo: os alimentos, a água, a roupa...a criança descobre o seu mundo brincando! As próprias pessoas que com elas interagem são "brinquedos": surge a imitação dos pais, as tarefas feitas por eles e pelas pessoas de referencia são imitadas ao pormenor: utilizar o telefone, guiar um carro, adormecer uma boneca, ralhar à boneca, cozinhar...com a imitação, a dramatização dos acontecimentos diários as crianças aprendem e praticam os papéis e identidade modelados pelos membros da família, interagindo assim com o mundo que as rodeia. À medida que vai crescendo os brinquedos mudam, e passam a focar-se mais em objectos brinquedo: carros, bolas, bonecas e toda uma panóplia de opções que existem no mercado.
Actualmente o brinquedo mais comum é o computador e os seus jogos, as playstations e os telemóveis. Tudo é interactivo, tudo é mágico. A imaginação da criança está toldada. Já não precisa de imaginar, tudo está imaginado por ela. Já não precisa de descobrir, tudo já foi descoberto. Se a brincadeira é descoberta, se o brinquedo ajuda a desenvolver competências e a explorar o mundo, se a deversidade de estímulos e de brinquedos estimula o desenvolvimento da relação da criança com o mundo externo, formando a personalidade, formando conceitos, seleccionado ideias, estabelecendo relações lógicas, integrando percepções e mais importante que tudo socializando, como serão as crianças de amanhã?

terça-feira, 13 de março de 2012

O Pão Molete

O Pão é desde há muitos séculos um elemento básico da alimentação dos povos. A sua etimologia vem do latim pane, e foi introduzido pela primeira vez há cerca de 6000 anos, pelos egípcios. Surgiu juntamente com o cultivo do trigo na região da Mesopotâmia, actualmente designada por Iraque. Pensa-se que os primeiros pães fossem feitos de farinha de trigo misturados com o fruto do carvalho, a bolota. Como resultado obtinha-se um pão duro, seco e amargo. 
O primeiro pão fermentado, semelhante ao que nós comemos actualmente, já era consumido pelos egípcios há cerca de 4000 AC. O pão era de tal forma importante na sociedade antiga, que os camponeses ganhavam como salário pelo trabalho de um dia, três pães e dois cântaros de cerveja.
As primeiras padarias, no entanto, surgiram em Israel, após o aperfeiçoamento da técnica de fabrico do pão, por parte dos hebreus. 
Mas foi em Roma, por volta de 500 AC, que foi criada a primeira escola de padeiros, tendo-se tornado o principal alimento da população, produzido em padarias públicas. Com a expansão do Império Romano, o hábito de consumir pão foi-se difundido por grande parte da Europa.No início da Idade Média, por volta do ano 476, as padarias foram extintas, e o pão voltou a ser produzido em casa, sem recurso ao fermento. Só no século XII, em França é que o pão voltou a ser produzido por padeiros, tornando-se este País mundialmente conhecido pelos seus pães.
Em Portugal, o pão é um elemento indispensável na nossa alimentação. Existem diversos tipos de pão, desde a regueifa à broa de milho, passando pela sêmea. De formas e sabores diferentes, comido como acompanhamento ou sozinho, o pão está sempre presente nas nossas vidas. 
Mas o pão a que quero aqui dar relevo é ao famoso Pão Molete, tão conhecido no Porto. Muitas vezes me pus a pensar no porquê de o pão que eu como desde que me lembro, ter um nome tão estranho como este: Molete! De facto, é uma palavra que não tem qualquer significado na língua portuguesa, a não ser claro está, quando se refere ao tipo de pão que tão bem conhecemos. Porquê Molete? A razão deste pão ser assim chamado remonta ao século XIX.
No inicio do século XIX, o Porto e Gaia eram abastecidos de pão por duas freguesias: Avintes e Valongo. A maior parte dos habitantes destas duas freguesias eram padeiros, e os seus campos eram praticamente utilizados para a produção de cereais. Em Avintes eram as mulheres que produziam o pão, que aqui era designado por broa - a famosa broa de Avintes - que se tratava de um pão de milho com alguma mistura de centeio, e que abasteciam as duas cidades trazendo canastras cheias de broa, em barcos que elas próprias remavam. Como se tratava de um pão duro e de sabor mais intenso, apenas era distribuído à população trabalhadora, já que as famílias abastadas consumiam apenas o pão mole e claro, produzido em Valongo, feito unicamente de trigo, a famosa regueifa. Este pão era transportado em carroças até ao Porto e depois distribuídos a pé pelos padeiros de Valongo, casa a casa. Curiosamente o meu marido tem ancestrais que foram padeiros em Valongo, e um deles morreu repentinamente em Lordelo do Ouro em 1866, possivelmente a realizar a distribuição do pão. 
Mas voltemos à questão do Molete. Aquando das 2ª Invasões Francesas em 1809, as tropas invasoras estiveram estacionadas em Valongo. Com a invasão  a produção de cereais reduziu drasticamente e o pão começou a faltar. Um General francês de nome Mollet, que estava estacionado no Convento da Formiga (actualmente um Colégio com o mesmo nome), e que comandava as tropas invasoras, deu ordem para reduzir o tamanho do pão para metade e reduzir também ao seu peso, de forma a que pudesse alimentar o regimento com mais pães e com a mesma quantidade de cereais. O pão produzido ficou substancialmente mais pequeno do que aquele que era consumido na altura e para identificar esse novo pão os padeiros que carregavam as carroças para o exército francês e não sabiam falar a sua língua diziam "lá vai o pão do Mollete". Mesmo após o fim das Invasões, o formato do pão manteve-se e passou-se a designar por pão do Molete, ou seja o nosso tão conhecido pão Molete!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Telegrafia em Portugal


Nunca pensei vir a interessar-me tanto por telegrafia! Mas de facto tenho actualmente um carinho especial por este tipo de telecomunicação, agora quase extinta. Tudo começou quando descobri que tive um trisavô de nome José Bento Dragazzi de Figueiredo que era telegrafista, e além de exercer esta profissão foi ainda inventor de um telégrafo! Fiquei fascinada e então procurei saber tudo o que podia sobre telegrafia.
Como é do  conhecimento geral a telegrafia foi inventada por Samuel Morse,  que nasceu em 27 de Abril de 1791, em  Charlestown, Massachusetts nos Estados Unidos. Em 1838, o famoso Código Morse começou a ser utilizado e a telegrafia começou a dar os primeiros passos. Mas foi só em 1844, que foi terminada a primeira linha telegráfica, entre Baltimore e Washington, e a primeira mensagem a ser transmitida foi "What hath God wrought!" ("Que obra fez Deus!"). Neste caso foi mesmo o Homem! O grande desenvolvimento da telegrafia deu-se no meio militar,tendo sido amplamente utilizada nas comunicações durante a 2ª Grande Guerra. Actualmente é ainda utilizada pelo radio amadores. Portugal foi um dos países pioneiros na utilização da telegrafia, no tempo de Fontes Pereira de Melo. Em 1855 foi lançado o primeiro cabo submarino entre Lisboa e os Açores, mas as primeiras linhas a serem inauguradas em 1856, foram entre o Terreiro do Paço e as Cortes e o Palácio das  Necessidades e Sintra, onde passava férias a família real. Em 1857 eram abertas ao público as linhas de telegrafia.
No final do século XIX já havia 8000 quilómetros de linhas telegráficas, com estações em Lisboa, Sintra, Mafra, Caldas da Rainha, Alcobaça, Elvas, Évora, Coimbra, Porto entre outras.

Voltemos então ao meu trisavô, de nome José Bento Dragazzi de Figueiredo, que nasceu no Forte da Graça, em Elvas no dia 21 de Julho de 1836. Seguindo as pisadas do pai, foi militar mas apenas durante 4 anos, pois a paixão pelas comunicações falou mais alto. Tornou-se telegrafista e foi como 2º Aspirante dos Telégrafos que desenvolveu um Transmissor Comutador de 3 direcções, que permitia comunicar com 3 estações diferentes simultaneamente. O aparelho foi testado nas estações de Sintra e Mafra, tendo obtido óptimos resultados pelo que começou a ser utilizado na Estação Principal em Lisboa. Por esta invenção foi premiado pelo Ministro das Obras Públicas com 18$000 réis, no dia 10 de Novembro de 1882, conforme noticiado no Diário de Notícias. Apresentou ainda ao Director Geral  dos Correios, Telégrafos e Faróis, o desenho de uma mesa, elaborada por ele, contendo um para-raios comutador duplo (evitava as descargas eléctricas que destruíam muitos dos aparelhos), um transmissor também de comutador duplo modificado e um translactor simplificado e modificado (que facilitava as comunicações). Estes aparelhos evitavam graves problemas aos serviços, permitindo que se tomasse conhecimento automático do que se passava nas outras estações urbanas quando estavam em comunicação directa. Foi dada pelo Ministro das Obras Públicas, uma verba de 20$000 réis para a construção desta mesa.
A notícia do Jornal termina comunicando que "estes aparelhos foram inventados por um empregado meramente prático e que, pela reforma de 7 de Julho de 1880, foi preterido por todos os empregados mais modernos de inferior classe e da sua; quando era Telegrafista de 4ª Classe, foi dado como incompetente e por demente por um membro da Comissão Classificadora...sendo um homem de distinta aptidão e não tendo uma única nota que manchasse a sua vida pública no decurso de 24 anos de serviço efectivo." A tenacidade venceu! O telégrafo Dragazzi foi construído a 31 de Dezembro de 1880. Está referenciado no Museu Internacional de Telecomunicações, na Alemanha. 
José Bento Dragazzi de Figueiredo faleceu a 28 de Maio de 1892, na freguesia da Sé no Porto. Como sua descendente directa é com enorme orgulho que aqui deixo este testemunho, pois nas minhas pesquisas foram poucas ou quase nenhumas as referências que eu encontrei ao seu nome. Mas a obra fica e o nome Dragazzi voltou a ser falado, nem que seja apenas por mim!

Costeletas panadas com bacalhau desfiado e grelos



















Tradição da minha avó paterna, a D.Miquinhas, como era conhecida na Calçada da Serra, onde todos os dias abria a sua mercearia bem cedinho, para poder atender os fregueses! Era uma exímia cozinheira e tinha uma imaginação fabulosa na cozinha. Nada se estragava, nada era deitado fora. Comida que sobrasse do dia anterior era guardada e servia para fazer um novo e delicioso prato no dia seguinte. Desta capacidade transformadora surgiu este prato que todos em casa adorávamos, e que mais ninguém conhecia, a não ser claro está, os fregueses da mercearia. Este fantástico pitéu era servido ao almoço,no armazém da mercearia numa grande mesa de madeira rodeada de pipas de vinho. O famoso bacalhau desfiado era acompanhado de umas costeletinhas panadas e uns grelos salteados...uma delícia! Acredito que esta junção possa parecer estranha para quem nunca teve o privilégio de provar...afinal peixe e carne no mesmo prato não é muito comum de ver, mas quem prova não resiste!  A receita essa foi passada ao meu pai, que fiel aos seus genes maternos, se tornou um grande cozinheiro. Graças a esse dom ainda hoje me posso deliciar com este prato tão original.
Aqui fica a receita do bacalhau desfiado:
4 postas de bacalhau, 6 batatas grandes, azeite qb, 2 dentes de alho, sal, pimenta, noz moscada qb. Cozer o bacalhau e depois desfiá-lo, retirando toda a pele e espinhas. Num pano de cozinha colocar o bacalhau e amassar muito bem, rolando o pano como se de um rolo de massa se tratasse. Deixar arrefecer. Cozer as batatas em água com sal, até ficarem quase desfeitas. Num recipiente juntar as batatas e o bacalhau envolvendo tudo muito bem. Num tacho com azeite no fundo, colocar os dentes de alho inteiros, e deixar lourar. Quando estiverem lourinhos retirar o alho e colocar as batatas e o bacalhau envolvendo tudo muito bem. Temperar a gosto (um pouco de pimenta, noz moscada...) e servir acompanhado das costeletas panadas e dos grelos salteados...e bom apetite!
Aqui fica finalmente a homenagem devida à Mulher que tão bem confeccionava este petisco e que ninguém consegue igualar na sua confecção: a minha avó Conceição, a D. Miquinhas!

A Calçada da Miquinhas


Manter tradições, preservar memórias, reviver momentos passados, transmitir saber antigo, é o propósito deste blogue. A "Calçada da Miquinhas" convida-vos para um relaxante passeio ao passado...